
Nem a Internet consegue acabar com as históricas filas do último dia de entrega de declarações de IRS: ontem o elevado tráfego congestionou o Portal das Finanças.
O ministério das Finanças admite que o Portal das Finanças acusou «lentidão» durante as últimas horas da segunda fase de entrega das declarações do IRS. Apesar da lentidão, o sistema não chegou a ficar parado, lembrou um porta-voz da tutela em noticia do Público.
Desconhece-se quantas pessoas terão “sofrido” com a lentidão do sistema. Sabe-se apenas que o congestionamento começou a fazer sentir-se ontem às primeiras horas da manhã, prolongou-se pela tarde e acentuou-se ao serão.
Em qualquer dos casos, na mente dos contribuintes figurava um prazo-limite: as 24h00 do dia 25 de Maio, o limite temporal máximo estipulado pelo Ministério das Finanças para a entrega das declarações do IRS sem coimas.
Quem não conseguiu entregar as declarações de despesas e rendimentos anuais (e segundo comentários em blogs e redes sociais não serão assim tão poucos os contribuintes que acabaram por entregar as declarações fora de horas devido à lentidão do sistema) arrisca-se a pagar uma coima de 25 euros caso proceda à apresentação dos comprovativos nos 30 dias subsequentes.
Quem entregar nos 30 dias “a seguir aos primeiros 30 dias sujeitos a multa” pode pagar 50 euros de penalização pelo atraso.
Quem ultrapassar os primeiros 60 dias sujeitos a coima arrisca-se à abertura de um processo de infracção e pagamento de penalizações cujo tecto máximo está fixado em 1250 euros.
O Ministério das Finanças ainda não informou quantos contribuintes declararam o IRS pela Internet até ao dia de ontem – também não existem dados de quantos terão ficado de fora devido à lentidão criada pelas “filas do último dia”.
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